Formei-me para servir
E a missão é para ser vil
Me convocam para lutar
E a trincheira me faz enlutar
Me convencem a ser guerreira
E logo viro baderneira
Me gritam para ser aguerrida
Mas no confronto sou ferida
Vou dar aulas numa praça
E lá caio em desgraça
Quando cumpro o calendário
Ninguém me xinga de otário
Basta que entre na luta
Me chamam filha da puta
Se vou todo dia na escola
E meu salário não decola
Me junto a categoria
Nunca fui de covardia.
Lutar uma vida inteira
E não salvar minha carreira
Sempre lembrada em campanha
Mas quando se revela, apanha.
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