7/25/2006

"Domingo inesquecível"




Neste último domingo tive que passar por uma prova de horror...

Havia comprado passagem para vir à capital as 23 hs, e ao mesmo tempo tinha o compromisso de realizar a bendita prova do PDE, vai que eu não vá e depois me arrependa?

Pois fui e fi-la. e por conseguinte, passei acertando 20 questões num total de 30.

Mas por que mesmo que abordei este assunto? ahh..lembrei. Saímos em 15 professores de Pato Branco às 7.30, rumo à Cascavel, numa vã fretada a 40,00. Chegamos lá as 11.30 direto prum restaurante barato. Ai minha cabeça inchou, as narinas entupiram os olhos marejaram de lágrimas quentes da rinite que veio com tudo quando exalou o ar das árvores de Cascavel. Árvores malditas!

Às 13.30 entramos na Unipan, tudo devidamente etiquetado, marcado, fiscalizado, identificado. Após darmos entrada na sala, não era mais permitido a saída. Em fim a prova, que prova! Mas se o sacrifício era inevitável, fazê-lo rápido era o melhor remédio! Fi-lo.

Foram 2 hs de desligamento total do mundo, eu não ouvi nada, nem uma respiração. Só sentia meus olhos arderem e o nariz queimar. Então peguei o lencinho umedecido, que estava sobre a carteira para limpar o polegar na hora da impressão digital e limpei meus olhos e nariz...

----ai...ai...ai....ai... ardeu tudo...

Às 16 hs eu já estava na praça, num quiosque tomando uma gelada e aguardando os demais professores que iam, aos poucos, terminando a prova. Ali falamos de tudo, política, seca, corrupção, as dificuldades da prova, as desistências, etc...

Mas e cadê que nossos colegas saiam das salas? Estavam todos determinados a gabaritar a prova, e eu ansiosa para ir embora, afinal um ônibus a Curitiba me aguardava...

Aquela demora foi me dando uma gastura, foi me abrindo o apetite, fui num posto de convivência e tive tentação de consumir um Corneto -que pecado da gula-, mas não resisti, comprei-o e comi-o ávida. Que delícia!

Mas e o povo que demorava...mas será que já não haviam terminado ido embora e me esquecido? Mas será que seria possível me esquecer? Ai dúvidas cruéis!!!

Finalmente, às 18.30 apareceu a última concorrente reclamando que o tempo foi curto, onde já se viu, ela iria entrar com recursos....

Então o motorista iniciou sua peregrinação em quatro pontos diferentes onde aconteciam as provas e recolheu seu rebanho e fomos embora...de noite, movimento enorme, luzes altas, luzes estranhas, cores diferentes, minha rinite se revoltou e voltou a me endoidar, tive vontade de arrancar minha pele, meus olhos, minha cabeça começou doer, ainda mais sentada na ultima fila da vã, sobre o motor , os pneus... como sofri, mas retornar para casa era preciso...

No caminho muitos caminhões, carros, carretas, ônibus, motos e vãs...a estrada em reformas, sem acostamento, cones de sinalização, poucas oportunidades de ultrapassagem, muita imprudência, muita pressa...

Numa das únicas oportunidades da vã ultrapassar o motorista tentou com tudo podar um caminhão, aliás, um triminhão. que, não deixou por menos e não nos deixou passar, ai veio um outro na contramão e o nosso motorista teve que se encostar no triminhão para não bater de frente, daí foi um impacto tão grande que arrancou o espelho direito com parafuso e tudo e uma coleção de ais, uis, ahns...Meu Deus... Quase...Por pouco!... Que susto! A vã deu duas ou três balanceadas e se ajeitou novamente na pista...

Após alguns km de absoluto silêncio e pânico paramos numa lanchonete, fomos no WC, tomamos um lanche, falamos sobre o assunto e seguimos a viagem que só terminou as 22.45, mas não sem antes levarmos outros pequenos sustos. Não deu tempo de alcançar o ônibus para capital.

Foi um diabão, ainda bem que eu passei no tal concurso, mas se voltasse atrás, não faria mais.

7/11/2006

Adeus Popó











Adeus Pilo

Hoje o dia enlutado amanheceu
Após uma noite fria e silenciosa
é que ontem, no final da tarde,
o Popó, nosso mascote, morreu
e a vida malvada e capciosa
levou-o de uma forma tão covarde.
Choramos todos...
amigos, filhos, mami e papi...
Popó será insubstituível
Ele era nossa lambança
nosso “bebeinho” incrível
morreu brincando com as crianças
mal sabia, dos riscos
que a rua oferecia
saltitando, feliz,
atrás dos outros ele corria.
Dali a pouco,
passou um carro voando,
então ele, o POPÓ, morria.
Levando embora
um dos motivos de nossa alegria.
Seja feliz Popó,
Tenha certeza:
você era muito inteligente,
fiel, amigos, carinhoso
Tudo em você era diferente
Você não era um bicho
Você era um ser-quase-gente
Vamos lembrar de você
No Orkut, nos blogs, eternamente
espero que tenhamos retribuído
a felicidade que você nos proporcionou.
Mas me diga:
O que vou fazer com a ração que sobrou?
O xampoo que vc não usou?
Seu talco que no banheiro ficou?
A ausência que aqui em casa se instalou?
A mancha de sangue que o asfalto marcou?

7/04/2006

"O que será que pensam tantos corações?"...


Quando ando apressadamente entre a multidão anônima
nas ruas, calçadas, avenidas
e beirais de estabelecimentos,
me engalfinhando entre uma bolsa,
um guarda-chuva, placas de ruas,
vendedores ambulantes,
pessoas apressadas como eu,
fico me perguntando se todas aquelas faces:
jovens, sofridas, cansadas, envelhecidas,
amarguradas, sombrias, constrangidas,
escondem algum amor perdido,
platônico, mal-resolvido,
descambado, proibido,
doente ou falecido...
E me vejo escrevendo histórias,
novelas, filmes, dramas,
crônicas e contos riquíssimos em nuances.
Quantas belas letras musicais se escondem
atrás de cada semblante, que olha distante,
quiçá não querendo esquecer ou perder este amor,
nem mesmo por um instante.

7/03/2006

"Tempo de filosofar"


"Há tempo para tudo"
É apenas uma questão de tempo.
Tempo de semear...
tempo para con"templar" a germinação...
Tempo para se olhar o horizonte
para saber se o tempo chove na época certa,
e se, haverá um tempo certo para se colher.
Assim como há o tempo de refletir,
de calar,de ouvir, de partilhar,
de reconhecer, de perdoar...
O tempo, já diziam nossos pais,
tudo cura. (mentira deles)
Padre Antonio Vieira, lá pelos meados de 1600
deixou registrado que:
"...atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera!
"Um abraço apressado, gente!afinal o tempo ruge!
By Jovilde

7/02/2006

"Ensaiando a melhor idade"



“Vivi tanto e intensamente
Que quando parei, de repente,
Não percebi o tempo passar.
Quando me olhei no espelho
E dei por mim...
Eu já estava assim:
Cheia de marcas,
Plena de experiências,
sem-vergonha,
sem exigências,
toda prosa!”...

7/01/2006

"Queria estar apaixonada!!!


Ficar perto de você
É um êxtase sem fronteiras...
Meu coração fica em festa
Minha alma fica faceira..
Meu sangue fica fervendo
Meu ventre faz cachoeira...
Eu te amo, amo, amo...
Quero você pra vida inteira...
Se eu não tivesse juízo

Já teria feito besteira...


by Jovilde