metapoema
Quando engravido de um poema
Fico visualizando seu jeito
calculando suas medidas
imaginando seu efeito
planejando seu nascimento
se ele nasce ... que delícia!
Se será sagrado, profano, romântico
Ou impregnado de malícia...
Quando, finalmente, é parido
eu o crítico, o julgo, o censuro
deixo-o amadurar no obscuro,
pois gostaria que ele fosse querido
e já registrado com sucesso
E que no colo de todos
Imediatamente, tivesse acesso
Fosse eleito e aceito,
Sem ressalvas, nem preconceitos.
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