Amadurecemos e paralelamente
nos tornamos endurecidos,
desmemoriados, insensíveis
às dores amorosas alheias
que por aí testemunhamos.
Achamos desnecessário, engraçado,
ver que os adolescentes sofrem,
choram até as faces ficarem rosas,
ter seu tempo desperdiçado,
esbravejam, batem no
peito
para espancar a dor teimosa,
pensando que isso dará jeito.
Esquecemos que também já sofremos
e buscamos do fundo de nossa experiência,
frases, provérbios, chavões
para impressionar, mostrar nossa inteligência,
para convencê-los de
que tudo isso
já tiramos de letra,
que não temos nem sequelas,
que temos muitas receitas.
“Uma pinoia! Uma balela!”
Só sabemos dizer frases feitas.
Testemunhar dor é o mesmo que voltar nela,
é como voltar ao
passado
através de uma janela.
Dor de amor sempre machuca
mas torna a vida mais singela!
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