7/04/2006

"O que será que pensam tantos corações?"...


Quando ando apressadamente entre a multidão anônima
nas ruas, calçadas, avenidas
e beirais de estabelecimentos,
me engalfinhando entre uma bolsa,
um guarda-chuva, placas de ruas,
vendedores ambulantes,
pessoas apressadas como eu,
fico me perguntando se todas aquelas faces:
jovens, sofridas, cansadas, envelhecidas,
amarguradas, sombrias, constrangidas,
escondem algum amor perdido,
platônico, mal-resolvido,
descambado, proibido,
doente ou falecido...
E me vejo escrevendo histórias,
novelas, filmes, dramas,
crônicas e contos riquíssimos em nuances.
Quantas belas letras musicais se escondem
atrás de cada semblante, que olha distante,
quiçá não querendo esquecer ou perder este amor,
nem mesmo por um instante.

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