
Neste último domingo tive que passar por uma prova de horror...
Havia comprado passagem para vir à capital as 23 hs, e ao mesmo tempo tinha o compromisso de realizar a bendita prova do PDE, vai que eu não vá e depois me arrependa?
Pois fui e fi-la. e por conseguinte, passei acertando 20 questões num total de 30.
Mas por que mesmo que abordei este assunto? ahh..lembrei. Saímos em 15 professores de Pato Branco às 7.30, rumo à Cascavel, numa vã fretada a 40,00. Chegamos lá as 11.30 direto prum restaurante barato. Ai minha cabeça inchou, as narinas entupiram os olhos marejaram de lágrimas quentes da rinite que veio com tudo quando exalou o ar das árvores de Cascavel. Árvores malditas!
Às 13.30 entramos na Unipan, tudo devidamente etiquetado, marcado, fiscalizado, identificado. Após darmos entrada na sala, não era mais permitido a saída. Em fim a prova, que prova! Mas se o sacrifício era inevitável, fazê-lo rápido era o melhor remédio! Fi-lo.
Foram 2 hs de desligamento total do mundo, eu não ouvi nada, nem uma respiração. Só sentia meus olhos arderem e o nariz queimar. Então peguei o lencinho umedecido, que estava sobre a carteira para limpar o polegar na hora da impressão digital e limpei meus olhos e nariz...
----ai...ai...ai....ai... ardeu tudo...
Às 16 hs eu já estava na praça, num quiosque tomando uma gelada e aguardando os demais professores que iam, aos poucos, terminando a prova. Ali falamos de tudo, política, seca, corrupção, as dificuldades da prova, as desistências, etc...
Mas e cadê que nossos colegas saiam das salas? Estavam todos determinados a gabaritar a prova, e eu ansiosa para ir embora, afinal um ônibus a Curitiba me aguardava...
Aquela demora foi me dando uma gastura, foi me abrindo o apetite, fui num posto de convivência e tive tentação de consumir um Corneto -que pecado da gula-, mas não resisti, comprei-o e comi-o ávida. Que delícia!
Mas e o povo que demorava...mas será que já não haviam terminado ido embora e me esquecido? Mas será que seria possível me esquecer? Ai dúvidas cruéis!!!
Finalmente, às 18.30 apareceu a última concorrente reclamando que o tempo foi curto, onde já se viu, ela iria entrar com recursos....
Então o motorista iniciou sua peregrinação em quatro pontos diferentes onde aconteciam as provas e recolheu seu rebanho e fomos embora...de noite, movimento enorme, luzes altas, luzes estranhas, cores diferentes, minha rinite se revoltou e voltou a me endoidar, tive vontade de arrancar minha pele, meus olhos, minha cabeça começou doer, ainda mais sentada na ultima fila da vã, sobre o motor , os pneus... como sofri, mas retornar para casa era preciso...
No caminho muitos caminhões, carros, carretas, ônibus, motos e vãs...a estrada em reformas, sem acostamento, cones de sinalização, poucas oportunidades de ultrapassagem, muita imprudência, muita pressa...
Numa das únicas oportunidades da vã ultrapassar o motorista tentou com tudo podar um caminhão, aliás, um triminhão. que, não deixou por menos e não nos deixou passar, ai veio um outro na contramão e o nosso motorista teve que se encostar no triminhão para não bater de frente, daí foi um impacto tão grande que arrancou o espelho direito com parafuso e tudo e uma coleção de ais, uis, ahns...Meu Deus... Quase...Por pouco!... Que susto! A vã deu duas ou três balanceadas e se ajeitou novamente na pista...
Após alguns km de absoluto silêncio e pânico paramos numa lanchonete, fomos no WC, tomamos um lanche, falamos sobre o assunto e seguimos a viagem que só terminou as 22.45, mas não sem antes levarmos outros pequenos sustos. Não deu tempo de alcançar o ônibus para capital.
Foi um diabão, ainda bem que eu passei no tal concurso, mas se voltasse atrás, não faria mais.
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