Eu, ocupada em ser aceita, responsável, honesta, perfeita, passei pela vida só olhando para frente, com viseira, como um cavalo, obediente.
Assinando livro ponto, livro negro, passando dedo ou assinando o ponto, pisando em ovos, sempre com medo.
Medo de ser julgada, ser condenada, ser esquecida...
E o tempo passou e eu passei pela vida.
E ainda dá tempo pra reaprender a ser leve, ser atenta e ativa, apesar da artrite, das dores crônicas, da voz rouca e da labirintite, ainda tenho tempo pra cuidar das minhas fraquezas emocionais das minhas feridas existências, me desviar de aduladores, que se aproximam alegando paixões, de golpistas que acham que não conheço as quintas intenções.
É preciso deitar e dormir com a consciência tranquila, porém fechar bem as portas, cruzar os dedos em figa mantendo um olho sempre aberto, ninguém sabe, com antecedência, quando os oportunistas estão por perto.
JÔ - 16/05/24

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